Archive for June, 2008

Cleópatra

29 June, 2008

Assisti Cleópatra de Júlio Bressane. A sessão até que estava cheia, tinha umas 15 pessoas. Mas a grande pergunta que fica é: será que alguém entendeu que não dá pra entender nada?

Vai-se a Ruth, fica a Marisa

27 June, 2008

President_Lula_and_Marisa

Essa semana morreu a ex-primeira dama Ruth Cardoso e isso me fez pensar em como o Brasil está com o pé na lama no cargo. Os presidentes do Brasil são todos uns caras estranhos (ou vocês acham um cara que tem aquilo roxo normal?) e as mulheres são umas barangas. Tá na hora de um presidente brasileiro pegar umas mulheres mais bonitinhas pra apresentar pro mundo, não? Ou pelo menos umas menos ensossas.

A mulher do Eurico Gaspar Dutra, por exemplo, era tão religiosa que articulou a proibição do jogo no Brasil (ou era muito má ou muito, mas muito boa de cama mesmo…). A mulher do Collor era recepcionista e o casamento caiu como uma luva para o Cara dominar a política das Alagoas como diria Sílvio Santos. Já a esposa do JK esperou ele voltar dos estudos na Europa para viver “um grande amor” com o futuro presidente. Aliás, o JK foi pra Europa se especializar em urologia; largou a noiva no Brasil pra cuidar de peru francês. Quando voltou, ficou onze anos tentando engravidar a futura primeira-dama até conseguir marcar o gol. O esforço foi tanto que eles resolveram adotar um segundo filho.

Retomando: o único presidente que mandou bem até agora foi o Itamar que era divorciado, mas só depois que saiu da presidência é que pegou umas modelos pra não parecer viado.

Nossos presidentes podiam se inspirar mais nos colegas de outros países: Nestor Kirshner tem olho esbugalhado e é um banana, mas pelo menos pega a Cristina que se não é uma diva, tem personalidade. Assim como a Hilary que aguentou um peso enorme nas costas (ou na cabeça, sei lá…). O Sarkozy, então, nem se fala: Carla Bruni já namorou Mick Jagger, Eric Clapton e Kevin Costner (tudo bem, ela já namorou o Donald Trump também). Olha só o naipe dos caras que estão intimamente ligados ao presidente francês.

No Brasil, as perspectivas são pouco interessantes. Talvez a Patrícia Pillar seja uma boa opção; Marta nem pensar (se bem que ela já separou do Eduardo; memso assim nem pensar). O único que tem pinta de campeão é o Aécio Neves, o pegador das modelos- como o também mineiro Itamar Franco.

Do jeito que a coisa é, o Aécio ganha as eleições e casa com uma baranga dois meses antes de assumir.

Allen/Lumet

15 June, 2008

É interessante notar como dois diretores já na terceira idade de suas carreiras enxergam a atualidade: tanto Woody Allen quando Sidney Lumet fizeram filmes em 2007 – e só lançados agora – sobre irmãos envolvidos em um assassinato por questões financeiras. Respectivamente: O Sonho de Cassandra e Antes que o Diabo Saiba que você está Morto.

Ainda que a abordagem da cada filme seja completamente diferente, eles nos mostram como reina uma certa desesperança com a atualidade, certa automatização das pessoas por causa do dinheiro e da ascenção social. Talvez seja uma reflexão interessante a fazer: quando os diretores da velha Hollywood estavam em fim de carreira, os filmes refletiam uma mudança de comportamento típica dos anos 60 e os temas estavam muito ligados ao homem sem lugar, aquele que não se adapta aos novos tempos – com certa dose de desesperança.  Por que a geração que veio depois e agora está em fim de carreira, vê nosso mundo desta maneira desesperançada? É como se o mundo tivesse mudado pouco mas as barreiras éticas, políticas, morais e comportamentais se tornaram tão mais obscuras que o homem não vê limites para as realizações mais detestáveis possíveis. É o contrato de Hobbes jogado no lixo.

Formalmente, Allen está em sua fase bergmaniana, como sempre desejara mas só agora alcançada. Seu humor particular dá interesse aos personagens de Cassandra: a boçalidade deles mostra o quão desorientado estamos dentro da estrutura social; Lumet é mais profundo e ambicioso que Allen. Investe nas relações entre as personagens e não na situação em si; problematiza os protagonista, questiona as situações através de diversos pontos de vista. Allen já tem uma idéia de resposta pronta; Lumet tem uma pergunta e, na falta de uma resposta boa, propõe seu próprio desfecho para a questão.

A simplicidade superficializada de Allen nos deixa com a impressão de que o mundo não faz nenhum sentido; com Lumet a sensação é de que alguma coisa está fora da ordem. De qualquer maneira, o mundo está entregue a pessoas que não têm nem idéia do que fazer com ele.

O Pensamento Vivo de Tim Maia

13 June, 2008

 tim

 

Como faltava idéias para atualizar o blog, resolvi colocar algumas frases de artistas famosos para ir enchendo lingüiça enquanto não baixava a tal da “inspiração”. Quando fui pesquisar uma frase do Tim Maia que eu queria colocar mas não lembrava os detalhes, reparei como o cara era um inventário popular de 200 kg sobre duas pernas.

Tim Maia voltou à cena por causa da biografia escrita pelo Nelson Motta e graças também à redescoberta do disco Racional - dizer que ela é necessária seria pouco, mas é preciso registrar que me enche o saco a moda de culto a esse disco. O importante é que além de um baita de um artista, Tim Maia era um grande brasileiro e talvez o artista popular brasileiro por excelência, um exemplo a ser seguido – talvez apenas no sentido musical, se bem que um pouco de polêmica e contravenção não faz mal a ninguém.

Ele fez boas pérolas musicais, mas o seu estilo, seu pensamento, estes não devem nunca ser esquecidos, por mais que possam querer ridicularizar ou diminui-lo por causa da bebida e das drogas. Tim Maia tinha o que falta a 90% dos artistas da MPB atual: atitude, identificação com o público, jeito popular, brasilidade sem filtros eruditos, sem forçar a barra. Falta no Brasil hoje alguém com esse perfil seja ele em qual área você pensar – ou você acha que Diogo Mainardi, Arnaldo Jabor, Renato Russo e Chorão são figuras essencialmente brasileiras e entendem nosso país como ninguém? (Se você acha, vai se fuder).

Vejam só:

“Dos artistas do Rio, metade é preto que acha que é intelectual e metade é intelectual que acha que é preto.”

“Fiz uma dieta rigorosa, cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias.”

“Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.”

“O problema do gordo e só um: quando ele penetra, não beija; e quando beija, não penetra.”

“O mundo só será bom no dia que todo o dinheiro acabar, mas que não me falte nenhum enquanto isso não acontece.”

“Não saio com mulheres famosas pois não pago acima da tabela”

“Quando me sinto solitário, contrato prostitutas para passar a noite e nem toco nelas”

“Maconha não chega a ser nem um entorpecente, é um estupeficante”

“O Brasil é uma terra de mestiço pirado querendo ser puro-sangue. Passou de branco, preto é. Não existe este negócio de mulato. Mulato pra mim é cor de mula”.

“É só começar a fazer songbook que o cara falece. Esse negócio de biografia também é um pé na cova.”

“O Brasil é o único país em que puta goza, cafetão sente ciúmes, traficante é viciado e pobre é de direita.”

Tem coisa mais brasileira?

Eta Zica Braba!

10 June, 2008

Acho que todo mundo já se sentiu a pessoa mais azarada do mundo. Alguns falam que é inferno astral, mandinga, quebrante, mal-olhado etc, etc, etc.

Eu tenho um amigo que sempre pisa na merda. É um tipo de azar. Pequeno, fedido e talvez um pouco inconveniente, mas azar. Um conhecido do colégio é o rei da terra dos cegos: sempre tem mulher atrás dele que nem louco, parece até que tem mel, só o doce dele só atrai barata: é cada mina mais feia do que a outra que num concurso de Miss Abismo a disputa seria acirrada. Como diz a canção “Se der uma chuva de Xuxa no meu colo cai Pelé”.

Eu tô numa fase difícil, o quebrante parece que pegou em cheio. Em um mês, só merda: roubaram minha carteira, dois pneus do carro estourados porque passei num buraco destruidor, roubaram o carro num lugar que eu deixo o carro há pelo menos três anos com o poster do Simpsons dentro (o pior é que o poster não era meu), queimou meu amplificador de guitarra, meu nintendo wii veio com um problema  e ontem, para coroar, arriou a bateria do carro.

Ultimamente acordo com uma dor esquisita no pé esquerdo. Vai ver é um sinal. Sei lá, vou seguir o conselho: tá na merda, abre a mão.

Block Party

5 June, 2008

É interessante esse pequeno filme de Michel Gondry exatamente por causa de seu tamanho.

Partindo de um pequeno projeto, Gondry faz um filme livre de afetação, de pretensões políticas e outros “adereços” que deixam farpas soltas e fagulhas que prejudicam às vezes a coerência de um filme. Em Block Party, o realizador parte de um simples evento – um show de rap no Brooklyn organizado pelo comediante Dave Chappelle – para daí tirar seu material de argumentação.

Com simplicidade e comendo pelas beiradas, o filme discute assuntos interessantes, principalmente sobre a questão racial, e Gondry cria momentos interessantes, como quando Wyclef Jean pergunta a um grupo de jovens negros o que eles fariam se fossem presidentes da república algum dia – e como isso soa interessante agora que Barack Obama foi escolhido candidato democrata à presidência.

Além disso, há o evento, muito bem filmado pelo diretor francês e sua equipe e o humor politicamente incorreto de Dave Chappelle servindo como guia a todo o momento. A interação de Chappelle com os convidados, o público e a câmera garante alguns bons momentos de risos e descontração.

Só que é na simplicidade desse filme que reside sua força. Acho dificil ver um exemplo análogo no documentário brasileiro. A maioria deles tem uma pretensão maior do que o feito, pois já partem com a pretensão como matéria, usando o evento ou o assunto como mero amuleto. Talvez Coutinho seja o único que tira leite de pedra, mas ele está em outro registro. Há em Block Party ecos de When We Were Kings e acho que os dois se efetivam exatamente pela força da imagem cinematográfica além de discussões teleológicas. Se podemos tirar conclusões políticas dos dois filmes, isso é resultado da busca, do procurar do documentário, não de conceitos pré-estabelecidos antes das filmagens.

Obama x McCain

4 June, 2008

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Barack Obama parece ser o candidato democrata que vai enfrentar John McCain nas eleições americanas em novembro.

Dentre os democratas, Obama não é uma unanimidade; McCain também não o é entre os republicanos. Obama tem propostas democratas em relação ao meio ambiente, o aborto e à retirada nas tropas do Iraque, mas vai ser bem duro nas relações com o Irã, o que pode significar novo conflito em vista. McCain é repúblicano em essência, mas mais aberto ao diálogo e, sem dúvidas, mais inteligente que Bush – pai ou filho.

O Suza acha que o mundo inteiro deveria votar na eleição americana. E não é que faz sentido! Já que eles vão invadir o Irã ou a Venezuela, melhor então que a gente também possa escolher o nosso presidente americano favorito.

Saindo do Armário

3 June, 2008

falcão

 

“Quando eu sair do armário, diga ao seu marido pra fazer uma limpeza lá dentro”.

- Falcão