Archive for October, 2008

A mulher sem cabeça

29 October, 2008

 

Entendeu? Não vejo a hora de ver (e ouvir).

Brilhando no Escuro

28 October, 2008

 

Ele não brilhou no escuro, mas o show foi animal. Meio naïf, meio brega, com certeza muito divertido e egocêntrico. Kanye West é bom, a música dele é pop de alto nível e o cara ainda tem muita coisa pra oferecer. E vem aí o disco novo.

Sonny Rollins

26 October, 2008

 

Show do Sonny Rollins no Audiotório Ibirapuera foi de um grandissíssimo caralho. Botou pra fuder com os virtuoses e mostrou o que é o espírito do jazz (principalmente quando, no meio de um solo, começou a tocar “Santa Claus Is Coming to Town” por puro divertimento).

Sonny Rollins é Deus.

Hou Hsiao-hsien

20 October, 2008

1120916236

Assisti a pouco tempo dois filmes de Hou Hsiao-hsien: Three Times e Millenium Mambo. E fiquei muito, muito impressionado com o que vi.Os movimentos de câmera e o uso expressivo da luz, a sensibilidade narrativa, a maneira como ele consegue complicar o jogo dos relacionamentos das pessoas sem forçar a barra. Os filmes exalam sensações diversas, o amor, o vazio, a dor, a esperança, a apatia. HHH entende bastante das pessoas e por fazer um cinema humano – sensação, sentimentos e ideias que eu e você poderíamos ter – me atingiu em cheio.

PS: Após Three Times, não consegui parar de cantar “Smoke Gets in your Eyes”. Vai ver eu é que estava com a sensibilidade à flor da pele.

São Paulo x Palmeiras

20 October, 2008

O que era quase uma gloriosa vitória em cima dos porcos, virou uma ultrajante empate.

É o velho problema do São Paulo da era Muricy, defeito que já fez o São Paulo perder muito jogo importante: quando faz gol, pára de jogar, ao invés de matar a partida e fazer uns três, quatro gols. Em 2006, a defesa segurava a onda; agora tá mais difícil.

Pelo menos o campeonato tá cada vez mais interessante. E eu ainda acredito (menos do que acreditava às 17h15).

Menina Eloá

20 October, 2008

Ontem eu vi no ônibus o motorista e o cobrador – sempre eles – discutindo sobre o caso Eloá, a garota baleada depois de ficar refém do ex-namorado Lindemberg (não é o sobrenome dele). O motorista defendia a tese de que a amiga Nayara era “sapatona” e o Lindemberg ficou puto depois que descobriu que a Eloá largou ele pra virar sapata. Isso também explicava porque Nayara quis voltar para o apartamento, mesmo depois de ter sido libertada, e porque Lindemberg estava tão bravo, querendo matar as duas, já que nenhum homem agüenta ser largado, imagine por outra mulher.

Fora a estupidez da opinião do motorista, nenhum deles levou em conta a Eloá tinha 15 anos e o Lindemberg 22; que eles namoraram por três anos e, portanto, quando começaram ele tinha 19 anos e ela, 12; que, moralismos à parte ou não, um marmanjo de 19 anos querer namorar uma menina de 12 tem algo de errado; e que se não me engano isso é pedofilia, né não?

Não sei o que vocês pensam, eu sinceramente acho que o Lindemberg tem um problema grave e talvez (ou seria provavelmente?) a Eloá também tinha. Mas sei lá, as pessoas trataram esse namoro com tanta naturalidade e o mundo anda tão politicamente correto que é melhor eu nem dizer nada…

Geração Apatia

19 October, 2008

Seríamos a geração apatia? Aquela que quer tudo pelo jeito mais fácil e acaba ficando com um vazio existencial por falta de realizações? Os ideais morreram ou a gente é que enterra um novo por dia?

Boa discussão pra uma mesa de bar com os amigos que não eu não vejo…

Um dia

18 October, 2008

Eu sofro como o sol do dia

que nasce tímido

dolorosamente invadindo

a madrugada fria

e,no fim, purpureo,

melancólico se põe

deixando-se entrar na escuridão.

Mostra de Cinema 2008

18 October, 2008

Começou a Mostra e junto toda a putaria dela: estava um inferno no Unibanco Arteplex, fila gigantesca para entrar na sala, atrasos pro início da sessão e, claro, aquela renca de cinéfilos loucos para ver a maior quantidade de filmes obscuros do mundo.

Um caso ilustra bem uma parcela dos “cinéfilos” que frequentam a Mostra. TInha cabado a sessão de Liverpool e encontrei um conhecida da USP. Quando conversávamos apareceu uma senhora conhecida dele, o cumprimentou cordialmente e sua primeira pergunta foi: “E aí, já viu quantos?”. Que se dane a opinião crítica do filme que acabou de passar ou dos que ele já possa ter visto. O importante para essa parcela dos cinéfilos é a quantidade e/ou obscuridade dos filmes vistos. Isso me dá gastura, tenho que confessar…

O conto da montanha

16 October, 2008

Eu subi a montanha. Não foi nada fácil chegar no topo: dias de esforço e superação dos limites. Mas a sensação aqui é boa. De um lado, vejo um vilarejo próximo, bem pequeno daqui de cima; de outro, um abismo que dá numa floresta densa, com belas copas formando um mar verde e selvagem. O ar é puro, mas não ligo tanto para a pureza numa hora dessas. Ando em direção ao imenso mar verde, atraído , rememorando tudo que me fez chegar aqui. Estou aqui para isso. Pulo. Mergulho no profundo oceano de folhas.

Mas acordo. E se acordo, deveria ver o paraíso, mas não: vejo árvores, terra, montanha, vilarejo. Incapaz de entender o que aconteceu, eu faço a única coisa que me restou. Subo tudo novamente, refaço o infinito trajeto esperando o dia que, acordando, não veja árvores, terra, montanha e vilarejo.