Na minha cabeça, isso é uma manifestação do espírito natalino.
“And then I woke up”
Na minha cabeça, isso é uma manifestação do espírito natalino.
Madonna está de affair com Jesus. No caso, Jesus Luz, modelo carioca de 21 anos de idade. Ela ficou com o rapaz no Rio e o convidou para acompanhá-la no restante da turnê, em São Paulo.
Nada confirmado ainda, mas é o caso de pensarmos nesse romance “simbólico” como sinal dos novos tempos (a.k.a década de 10).
Jesus Luz que, fora o nome e a sunga, não guarda nenhuma semelhança com o Salvador.
Fantástico!


Esse é Nicolay Valuev, russo, atual campeão mundial dos pesos pesados pela Associação Mundial de Boxe, 2m13, 145kg; 50 lutas, 49 vitórias e 1 derrota. Você lutaria com ele?
Bem, o veterano Evander Holyfield (sim, o da orelha) vai. Ele tem 24cm e 50kg a menos que o russo e 11 anos a mais. Sim, Holyfield quer se tornar o mais velho campeão mundial de boxe da história aos 46 anos superando a marca do George Foreman (sim, o do grill), campeão aos 45.
Holyfield está em dificuldades econômicas: perdeu sua mansão em Atlanta e com problemas para pagar pensão para seus 11 filhos. É uma luta pela sobrevivência (é, de fato).
Digamos que a missão não será fácil. Esse cara é um Neanderthal moderno e ainda por cima é russo. Ou seja, a sede de sangue faz parte de seu código genético.
Holyfield foi bem agressivo em suas entrevistas e afirma que tem total condições de vencer o russo: sua estratégia está montada e diz que sabe o que faz dentro do ringue. Afirmou ainda, sobre o tamanho de Valuev, que a cabeça do russo está exatamente onde ele queria que ela estivesse.
Valuev já é mais respeitoso: Holyfield tem uma história e ela não deve ser desprezado (mim, mata!).
A verdade é que não vai ser nada fácil para Holyfield derrubar o grandão aí. Só esperamos por uma luta justa e sem tragédias. Não sei se tomar porrada desse cara vale US$750.000, mas se tá na merda, abre os dedos. Todo mundo achava que o Holyfield ia tomar um pau do Tyson e ele fez milagre. Quem sabe agora não rola de novo.
Bem, boa sorte pro vovô Holyfield.

Aproveitando a onda do show, vai aí a seleção de músicas da Madonna
1. Hung Up (Confessions on a Dance Floor – 2005)
2. Vogue (The Immaculate Colletion – 1990)
3. Like a Prayer (Like a Prayer – 1989)
4. Bordeline (Madonna – 1983)
5. Like a Virgin (Like a Virgin – 1984)
6. Music (Music – 2000)
7. Into the Groove (Like a Virgin – 1984)
8. Jump (Confessions on a Dance Floor – 2005)
9. Miles Away (Hard Candy – 2008)
10. Holiday (Madonna – 1983)
11. Ray of Light (Ray of Light – 1998)
Ontem fui ao primeiro show da Madonna em São Paulo de sua nova turnê. A Madonna manda bem, sabe tudo sobre um show pop, canta, dança, dá espetáculo e diverte. Mas daqui a pouco falamos do show em si; vamos da capo.
O longo atraso do início do show é injustificável. Sério. Eu sei que a estrutura do show é grande, que tem muitos detalhes, mas duas horas de espera em pé, apertado por um bando de fãs malucos (eu cometi o erro de ficar na frente no início do show) e ainda pagar R$150,00 por isso é demais. Colocar o Paul Oakenfold para fazer uma “abertura” só piorou as coisas. Ele é bom de remix, inegavelmente, mas não é um cara de show. Depois da terceira música tudo já se torna muito chato. Quando ele finalmente terminou de tocar (lá pelas 20h50), o público estava impaciente, dando tchauzinho pra ele e gritando “Madonna”. Mais uma hora e dez de espera e o cansaço, a sede (a água era três reais, passou para quatro e na hora show era vendida a cinco reais o copinho!).
Foi muito aperto, os fãs das primeiras fileiras enlouquecidos querendo ver a Madonna, apertando todo mundo e sinceramente, curtindo muito pouco, pois mal havia espaço para dançar. Nem o telão dava para ver (quanto mais a Madonna). Foi quando me afastei. Mais atrás dava par ver o palco uma pouco mais mal do que no lugar onde estava, mas o telão estava muito claramente visivel e havia MUITO espaço (mesmo estando lotado) para curtir as música, dançar, pular e se divertir. A partir daí foi só diversão.
Quanto ao show em si, não é algo que vallha 150 reais mais espera de duas horas. Tudo seria mais divertido se fosse 100 reais e meia hora de atraso, mas nem tudo é perfeito.
Madonna tem um puta domínio do palco e não pára de dançar e cantar. A banda é bacana demais, principalmente se pensarmos que é um show de “música eletrônica tocada”. Toda a roupagem e coreografia do show é muito eficiente: algo meio hip-hop e rocker anos 9o, brega mesmo, diria até vulgar de tão brega. Madonna tem consciência de quão brega são algumas coisas de seu show – como por exemplo a luta de boxe em “Die Another Day” ou se esfregar e interagir com a imagem de Justin Timberlake no telão.
O principal de seu novo show é que Madonna fez arranjos para as músicas antigas condizentes com essa estética: “Bordeline” ganha versão punk pop, “Ray of Light” poderia muito bem ser uma versão arranjada por Billy Corgan do Smashing Pumpkins, a versão de “Vogue” caberia perfeitamente em “Hard Candy”, “Like a Prayer” parece saída de “Confessions on a Dance Floor”, “Music” ganhou versão muito mais hip-hop.
Musicalmente, Madonna é consciente de seu papel de rainha do pop e não tem medo de errar (trocar de estética e fazer “Hard Candy” após o ótimo “Confessions…” é a prova disso). Ela é uma experimentadora: erra pela ousadia. Como espetáculo, Madonna prova que ser um astro pop é muito mais que aparecer nas páginas de fofocas (mas que faz parte faz….).
Poptica nº2
Ronaldo Gorducho é o novo reforço do Corinthians. Segundo a acessoria do clube, ele deverá jogar pelo time assim que entrar em forma (2014).
E nova promessa do Timão para 2009: Marcelinho Carioca.
Mais sobre essa contratação na coluna do Cabeça de Bagre, terça.
Outro dia, passando por alguns blogs, achei um estranho post sobre arrependimentos na vida.
Sempre me perguntei o que leva alguém ao arrependimento. Afinal, do que se arrepender.
Acho estranho (e não sou o único) quando alguém diz que nunca se arrependeu de nada da vida. Isso pode parecer que a pessoa é confiante de si mesma, mas não sei tanto assim.
Nunca havia pensado profundamente no assunto, até que li um blog que resumia a opinião de seu autor em um único parágrafo:
O que eu acho da frase: “Não me arrependo de nada que fiz.”, em resumo, é
Se você não se arrependeu de nada, então sua vida não valeu de nada. Opinião um pouco polêmica talvez. Mas, acho que se você não se arrependeu de nada, significa que você não reconheceu seus erros. E você errou, todos erram, fique certo disso. Ninguém é perfeito. Mas podemos tentar ser alguém melhor… como? Errando, sofrendo, se arrependendo e aprendendo.
Mais que concordar ou discordar, a frase me levou à reflexão do assunto, também pelas coisas recentes que têm acontecido comigo. Estou de acordo com o autor deste post, mas talvez as coisas tenham que ir além. Isso porque não acho que seja o simples erro que leva ao arrependimento, mas tudo o que envolve o processo de viver.
Estar no mundo realizando coisas é, no final das contas, um processo de inúmeras escolhas. Penso todos os dias nas escolhas que fiz e, principalmente, naquelas que não fiz. E o que talvez torne o humano como conhecemos é exatamente o poder escolher. Escolher signifca implicitamente deixar de escolher outras coisas e é daí, o processo de abandonar algo em favor de outro que nos leva ao arrependimento.
Portanto, a conclusão que chego é que, sim, o arrependimento é importante, pois em todo processo de sucessivas escolhas, só podemos melhorar a escolha numa próxima vez se sabemos o que estava errado na anterior. Faz parte da escolha o balanço posterior e isso leva ao arrependimento, ao sofrimento que enobrece.
Nossa sociedade tenta blindar as pessoas da dor. Em contrapartida, muitas pessoas forçam o sofrimento e o domestica. Nem uma coisa nem outra: assim como a felicidade, a dor só merece ser vivida se espontânea e, por aí, ela leva ao enobrecimento.
Quem não se arrependeu (ou diz que não se arrepende), castra a existência de uma de suas sensações, quer parecer forte onde, na verdade, está estéril.
Viver a vida em sua plenitude é sentir qualitativamente uma gama de sensações dentro do espectro disponível. Sofrer do erro da escolha faz parte ativamente disso.
O São Paulo conquistou nesse domingo seu sexto título brasileiro, o terceiro seguido, num emocionante campeonato decidido na última rodada.
Mais importante do que contar a trajetória vitoriosa de 2008 é relembrar os campeões do passado e prestar-lhes as homenagens nesse momento de glória.
Aí vai:
Em 1977, São Paulo venceu o Atlético Mineiro na final nos pênaltis em pleno Mineirão com: Valdir Perez, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão, Teodoro (Peres), Dario Pereyra e Viana (Neca); Mirandinha e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli. Muricy Ramalho estava contundido e não atuou na partida decisiva. Serginho Chulapa, artilheiro do time, também não atuou por estar suspenso.
Em 1986, o São Paulo foi campeão em cima do Guarani no estádio Brinco de Ouro da Princesa nos pênaltis após emocionante empate por 3 x 3. O time era: Gilmar, Fonseca, Wagner Basílio, Dario Pereyra e Nelsinho; Bernardo, Silas (Manu) e Pita, Muller, Careca e Sidney (Rômulo). Técnico: Pepe. Reparem que na foto acima falta um dos titulares e sobra jornalistas. Era o futebol brasileiro nos anos 80.
O time campeão de 1991 era Zetti, Zé Teodoro, Antônio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Ronaldão, Bernardo, Cafu e Raí; Macedo e Muller (Flávio). Técnico: Telê Santana. Empatou com o Bragantino em Bragança Paulista por 0 x 0 após vitória simples no Morumbi.
O time de 2006 foi campeão com 78 pontos, nove a mais que o vice Internacional. A base do time era: Rogério Ceni, André Dias, Fabão e Miranda; Ilsinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Aloísio e Leandro. Técnico: Muricy Ramalho.
O time de 2007 tinha como base Rogério Ceni, Breno, André Dias, Miranda e Júnior; Jorge Wagner, Richarlyson, Hernanes e Souza; Dagoberto e Aloísio. Técnico: Muricy Ramalho. Foi campeão com 77 pontos, enquanto o vice Santos ficou com 62.

Finalmente, o time campeão deste domingo com Rogério Ceni, André Dias, Miranda e Rodrigo; Jorge Wagner, Hugo, Jean, Hernanes e Joílson; Dagoberto e Borges. Técnico: Muricy Ramalho. Campeão com 75 pontos, três à frente do Grêmio.
Curiosidades das conquistas:
- O São Paulo é o primeiro tricampeão seguido da história do campeonato brasileiro desde sua criação pela CBF em 1970.
- Em 1977, o São Paulo foi campeão em cima do Atlético Mineiro nos pênaltis. Os artilheiros das duas equipes estavam suspensos: Reinaldo pelo Galo Mineiro e SerginhO Chulapa pelo São Paulo. Muricy Ramalho, então jogador do São Paulo, contundido, teria ouvido uma notícia de que Reinaldo entraria em campo com um efeito suspensivo e, então, ligou para Chulapa dizendo que pagaria sua viagem para Belo Horizonte e se o Reinaldo entrasse em campo, ele entraria também.
- Ainda sobre 1977, o Galo Mineiro não perdeu nenhum jogo, já que empatou na final e perdeu apenas nos pênaltis (o que para os recordes é considerado empate). Deve ser caso único de vice-campeão invicto na história do esporte mundial. Isso é Brasil…
- O campeonato de 2006 foi o primeiro o qual o São Paulo conquistou em um jogo na sua casa. Em 1977, ganhou no Mineirão; em 1986, em Campinas contra o Guarani; em 1991, empatou em Bragança Paulista após vitória do Morumbi e em 2006, o jogo que deu o título foi um empate em 1 x 1 contra o Atlético Paranaense no Morumbi.
- Como se pode perceber, os quatro primeiro títulos do São Paulo foram com empates nos jogos que o definiram como campeão. A primeira vitória foi na conquista de 2007, 3 x 0 contra o América-RN no Morumbi.
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O rebaixamento do Vasco é de se lamentar, mas talvez seja o castigo merecido pela conivência da torcida com a era Eurico Miranda, que deu importantes títulos ao clube, mas o deixou no fundo do poço. Os clubes devem aprender que um clube de futebol é como uma empresa e deve ser organizado e transparente em suas negociações. Fica a lição para todos os grandes – que continuam caindo ano após ano.
