Em A Paixão de Joana d’Arc, a primeira lágrima que rola pelo rosto de Maria Falconetti, ao lembrar da mãe e sua infância, corre leve, ligeira, sem obstáculos. Ela contém o corpo, o sensível, o material.
A segunda, derramada pelo outro olho ao tratar do contato dela com Deus, escorre hesitante num rosto que de delicado passou a uma firmeza expressiva. Essa contém a alma, o intuitivo, o ser.
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