Archive for the 'música' Category

Pharrell Williams – In My Mind

21 April, 2009

Recomendo o disco de estréia do Pharrell, In My Mind.

Já de cara, digo:

Não é uma obra-prima.

Não é o melhor disco de rap de todos os tempos.

Não é o melhor disco do ano.

Não é uma obra do peso do Graduation, nem do risco de 808’s & Heartbreak.

Não vai superar suas expectativas nem fazer achá-lo melhor que o Jay-Z.

É só um disco sincero de um cara claramente talentoso.

Alguém que aprendeu direitinho o “Timbaland sound” e retrabalhou a coisa (não é à toa que produziu o novo da Madonna).

E é o melhor cantor do rap americano.

Enfim, promissor.

Show Me What You Got

23 March, 2009

E esse é o cara que pega a Beyoncé.

Tente entender porquê.

Kanye West no VH1 Storytellers

22 March, 2009

Radiohead

22 March, 2009

Hoje tem Radiohead. Eu vou.

Também tem Los Hermanos e só fico pensando na chatice dos “hermaníacos”. Vai ser um saco.

Tem Kraftwerk também, mas esses nem tem tanta badalação assim.

Como acho que vai ser? O Radiohead vai mandar bem pra caralho, o Los Hermanos vai fazer o que sempre fez e fazer seus fãs acharem que foi o melhor show de todos os tempos, pedindo loucamente pela volta deles e o Kraftwerk vai parecer deslocado (mesmo tendo alguma afinidade experimental com o Radiohead).

Sério: gosto de Los Hermanos, mas eles tão aí só pra ganhar dinheiro. Quem detona mesmo (e vai detonar) é Thom Yorke & Cia.

That Lucky Old Sun

19 February, 2009

Depois de lançar o tão esperado Smile (esperado por digamos… 35 anos), Brian Wilson lança um disco de inéditas surpreendentemente inspirado, colorido, com um frescor que falta ao rock atual e que faria muito Coldplay da vida morrer de inveja – principalmente vindo de um ancião fudido da cabeça.

Tomara que esse disco de Wilson inspire a galera. São quarenta minutos de pura diversão.

PS: Recomendo o download do disco completo em qualquer site de torrent ou blog especializado. E quem disser que é proibido porque é crime, vai se fuder e comprar na loja por R$40.

Kanye West – Welcome to Heartbreak

18 February, 2009

KANYE WEST “Welcome To Heartbreak” Directed by Nabil from nabil elderkin on Vimeo.

Novo clipe do Kanye West.

Pra mostrar porque ele é o artista pop mais interessante da atualiadade.

I’m on a Boat

15 February, 2009

Andy Samberg gênio!!!

Madonna está catando Jesus

22 December, 2008

Madonna está de affair com Jesus. No caso, Jesus Luz, modelo carioca de 21 anos de idade. Ela ficou com o rapaz no Rio e o convidou para acompanhá-la no restante da turnê, em São Paulo.

Nada confirmado ainda, mas é o caso de pensarmos nesse romance “simbólico” como sinal dos novos tempos (a.k.a década de 10).

jesus luz

Jesus Luz que, fora o nome e a sunga, não guarda nenhuma semelhança com o Salvador.

Seleção Madonna

20 December, 2008

Aproveitando a onda do show, vai aí a seleção de músicas da Madonna

1. Hung Up (Confessions on a Dance Floor – 2005)

2. Vogue (The Immaculate Colletion – 1990)

3. Like a Prayer (Like a Prayer – 1989)

4. Bordeline (Madonna – 1983)

5. Like a Virgin (Like a Virgin – 1984)

6. Music (Music – 2000)

7. Into the Groove (Like a Virgin – 1984)

8. Jump (Confessions on a Dance Floor – 2005)

9. Miles Away (Hard Candy – 2008)

10. Holiday (Madonna – 1983)

11. Ray of Light (Ray of Light – 1998)

Sticky & Sweet

19 December, 2008

Ontem fui ao primeiro show da Madonna em São Paulo de sua nova turnê. A Madonna manda bem, sabe tudo sobre um show pop, canta, dança, dá espetáculo e diverte. Mas daqui a pouco falamos do show em si; vamos da capo.

O longo atraso do início do show é injustificável. Sério. Eu sei que a estrutura do show é grande, que tem muitos detalhes, mas duas horas de espera em pé, apertado por um bando de fãs malucos (eu cometi o erro de ficar na frente no início do show) e ainda pagar R$150,00 por isso é demais. Colocar o Paul Oakenfold para fazer uma “abertura” só piorou as coisas. Ele é bom de remix, inegavelmente, mas não é um cara de show. Depois da terceira música tudo já se torna muito chato. Quando ele finalmente terminou de tocar (lá pelas 20h50), o público estava impaciente, dando tchauzinho pra ele e gritando “Madonna”. Mais uma hora e dez de espera e o cansaço, a sede (a água era três reais, passou para quatro e na hora show era vendida a cinco reais o copinho!).

Foi muito aperto, os fãs das primeiras fileiras enlouquecidos querendo ver a Madonna, apertando todo mundo e sinceramente, curtindo muito pouco, pois mal havia espaço para dançar. Nem o telão dava para ver (quanto mais a Madonna). Foi quando me afastei. Mais atrás dava par ver o palco uma pouco mais mal do que no lugar onde estava, mas o telão estava muito claramente visivel e havia MUITO espaço (mesmo estando lotado) para curtir as música, dançar, pular e se divertir. A partir daí foi só diversão.

Quanto ao show em si, não é algo que vallha 150 reais mais espera de duas horas. Tudo seria mais divertido se fosse 100 reais e meia hora de atraso, mas nem tudo é perfeito.

Madonna tem um puta domínio do palco e não pára de dançar e cantar. A banda é bacana demais, principalmente se pensarmos que é um show de “música eletrônica tocada”. Toda a roupagem e coreografia do show é muito eficiente: algo meio hip-hop e rocker anos 9o, brega mesmo, diria até vulgar de tão brega. Madonna tem consciência de quão brega são algumas coisas de seu show – como por exemplo a luta de boxe em “Die Another Day” ou se esfregar e interagir com a imagem de Justin Timberlake no telão.

O principal de seu novo show é que Madonna fez arranjos para as músicas antigas condizentes com essa estética: “Bordeline” ganha versão punk pop, “Ray of Light” poderia muito bem ser uma versão arranjada por Billy Corgan do Smashing Pumpkins, a versão de “Vogue” caberia perfeitamente em “Hard Candy”, “Like a Prayer” parece saída de “Confessions on a Dance Floor”, “Music” ganhou versão muito mais hip-hop.

Musicalmente, Madonna é consciente de seu papel de rainha do pop e não tem medo de errar (trocar de estética e fazer “Hard Candy” após o ótimo “Confessions…” é a prova disso). Ela é uma experimentadora: erra pela ousadia. Como espetáculo, Madonna prova que ser um astro pop é muito mais que aparecer nas páginas de fofocas (mas que faz parte faz….).

Poptica nº2