Chega de Saudade

Fui ao cinema esperando alguma coisa do novo filme da Laís Bodanzky. Não dá pra disfarçar a decepção. Ainda que seja um filme simpático, Chega de Saudade é insípido, fraco, sonolento. A música é ilustrativa, o drama não se sustenta e a dança simplesmente não existe. É o típico caso de um musical feito com atores que não dançam (vejam Ópera do Malandro de Ruy Guerra e Chicago de Rob Marshall para entender). Se a idéia de fazer tudo dentro do salão era boa, ela se perde na não-dança, já que não funciona a tática de partir do baile para o conflito pessoal. O baile não chama a atenção, não existe enquanto evento, só como lugar. E aí, Chega de Saudade parece uma maquiagem, uma máscara colocada na superfície e tudo fica falso, posado, desinteressante, falseado. Parece que a Laís desaprendeu a filmar ou simplesmente não evoluiu. Também, fazendo um filma a cada quatro anos como se faz no Brasil…

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