Sydney Pollack

Sydney Pollack não esta na galeria dos grandes diretores de cinema e talvez tenha morrido nesta segunda-feira sem deixar uma grande obra-prima – deixou, inegavelmente, bons filmes e a maioria acima da média do cinema comercial como Três Dias do Condor e Tootsie. Entretanto, Pollack é o exemplo do profissionalismo hollywoodiano e isso não deve ser de todo ignorado pela crítica e pelos próprios realizadores. Se admiramos Orson Welles, Sam Fuller e Penckinpah por serem outsiders, não se deve, por outro lado, odiar Pollack por sua relação de intimidade com a indústria. Deve-se tirar daí o que há de interessante e buscar absorver essa característica. No caso de Pollack fica claro que se não era um diretor dos mais investivos no aspecto visual, sempre foi muito equilibrado no sentido estético. Nada distoa em seus filmes, existe um domínio do conceito do fazer cinema que só a prática pode garantir. OUtra grande contribuição que Pollack deixa para nós é sua capacidade em dirigir atores – claro que os bons atores com os quais ele trabalhou só estão lá porque ele é reconhecido dentro da indústria. As atuações em seus filmes são sempre interessantes, no mínimo – nunca destoam assim como os aspectos estético. Equilíbrio talvez fosse sua palavra favorita. Se não foi um dos maiores, pelo menos não ficou na irrelevância – o pior dos finais para o filme da carreira de um cineasta.

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