HOJE NA TV: Política (do) Audiovisual

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Jorge Furtado fez sua carreira no curta-metragem arriscando formatos (vide Ilha das Flores e Esta Não é Sua Vida). Quando passou para a televisão, mostrou ser capaz de criar boas histórias e bons diálogos.

Saneamento Básico é uma prova desse seu talento como roteirista. Furtado cria uma história de pessoas esquecidas no interior do Brasil para discutir o modo como se produz cultura (mais especificamente, cinema).

Afinal, é mais importante a infra-estrutura para o bem estar coletivo ou o audiovisual? E mais: quais imagens representam um povo?

Contudo, o filme está longe de ser apenas uma fábula política. Na verdade Furtado, toca a questão ao longo da história, pois no primeiro plano temos pessoas em contato com um universo que lhes é estranho (no caso, a produção de um filme).

O filme tem como mérito aproveitar o bom elenco falando bons diálogos nas situações engraçadas do roteiro. A narrativa flui sem grandes jogos de câmera, construções plásticas da imagem ou montagem. É um filme dirigido seguindo uma máxima antiga: se você tem bons atores e um bom texto, ligue a câmera e deixe-os falar.

Quanto à pergunta proposta pelo filme, a resposta parece simples, mas pode ser mal interpretada: o audiovisual deve existir, já que um povo produz obras à sua imagem e semelhança, por mais imperfeitas sejam.

Saneamento Básico – O Filme, dir. Jorge Furtado (Telecine Light – 19h55)

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