HOJE NA TV: Não Estou Lá

Não Estou Lá

MITOLOGIA DE DYLAN

Como tratar da biografia de um artista? Todd Haynes arriscou-se pelo caminho tão tortuoso quanto fértil da abordagem do criador através de sua criação. Como a abertura de uma bíblia, o que encontramos em Não Estou Lá não são fatos, mas relatos, recriações, fabulações.

Não há no filme sentenças de adoração ou reprovação, nem o velho trio ascensão-queda-retorno. Não Estou Lá é um mosaico das facetas artísticas que compõem o mito Bob Dylan. Este não deve ser tocado, nem presente está para sê-lo. Dylan é uma entidade que se mostra em formas diferentes, concretizando sua mitologia menos por sua vida factual, mas por suas peripécias recontadas em poesia e música. Uma espécie de deus.

E se Dylan é uma divindade, não pode ser preso dentro da emulsão, apenas resvalado por alternativas de encenação para lidar com sua persona em constante transformação: atores diferentes o interpretando, texturas de imagem, recriações fabulescas das peripécias. Portanto, especulação, recriação, poesia.

Não Estou Lá, dir. Todd Haynes (Telecine Cult – 23h25)

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