Sherlock Holmes (Guy Ritchie, 09)

No início de Sherlock Holmes havia alguma esperança de que o novo filme de Guy Ritchie não cairia na obviedade do buddy movie (Máquina Mortífera, 48 Horas) que dominou boa parte do cinema de ação dos anos 80 e início dos anos 90, nem seria apenas um filme de explosões mil que, por acaso, se passa na Inglaterra vitoriana.

Contudo, Guy Ritchie nunca se notabilizou por fugir do óbvio.

Se no ínicio a idéia era estabelecer a amizade entre Holmes e Watson, mostrá-los como amigos inseparáveis que entram em “altas confusões” juntos, Ritchie faz isso com eficiência. Depois, quando deve criar um suspense, o faz com eficiência; ao criar um romance para Holmes, eficiência; e nas incontáveis cenas de ação e luta, mais eficiência.

É o reino da eficiência, do correto, do medido e enquadrado. Falta o tempero a Sherlock Holmes. A cretinice e cinismo que Robert Downey Jr. acrescenta aos filmes que faz, aqui parecem inoculados no reino da técnica.

Guy Ritchie domina a técnica, isso o prova a eficiência narrativa e pompa visual de seu novo filme.

Falta “o olhar” que tornaria Sherlock Holmes um possível belo filme de ação contemporâneo (cheio de ironia, cinismo e consciência do absurdo das situações propostas). Há apenas uma obra perdida no reino dos filmes de ação defasados.

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