Sobre Herança Cinematográfica

Para pensar um pouco.

Na Cahiers du Cinéma de janeiro saiu um bate-papo entre os diretores Bong Joon-ho (coreano) e Kiyoshi Kurosawa (japonês).

Em certo momento a conversa vai para o seguinte lado:

Kiyoshi Kurosawa – Eu penso que você e outros jovens cineastas de seu país estão realmente a caminho de consolidar o cinema coreano e escrever a história. Vocês podem ver os clássicos com serenidade e com uma certa distância. No Japão, como há muitos cineastas maiores, como Yasujiro Ozu, Akira Kurosawa ou Kenji Mizoguchi, sempre se passa por uma comparação com eles – eu acredito que é esse nosso destino. É por isso que queremos acima de tudo esquecer o passado para criar algo novo.

Bong Joon-ho – Quando vocês era jovem e havia feito Kandagawa Wars et The Excitemente of the Do-Re-Mi-Fa Girl, não havia uma energia ou uma vontade de se rebelar ou recusar a história do cinema japonês? Eu tenho essa impressão.

K.K. – Sim, de fato. Como eu amo o cinema, vejo os clássicos japoneses e os admiro, mas eu queria fazer filmes completamente diferentes. Senão, eu não teria nenhuma razão para continuar a filmar.

Vendo este trecho da conversa, fico pensando que não seria a “vontade” de Kiyoshi Kurosawa algo a se refletir um pouco?

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