La Cotta (Ermanno Olmi, 1967)

Erros e tolices (com alegria)

Em La Cotta, uma mulher mais velha diz ao protagonista adolescente que a juventude é a fase em que se imaginam muitas coisas. É daí que vem a sensação de jovialidade do filme: sua capacidade de catalisar a imaginação adolescente com uma estrutura despojada e ligeira.

O protagonista imagina, age por impulso, erra, sofre uma desilusão. Mas é impossível não ficar com um sorriso no rosto ao ver seus erros, seus pensamentos mal-acabados, suas preocupações tolas, afinal todos fomos adolescentes. E o que seria da adolescência sem erros e tolices? A beleza de La Cotta está justamente em mostrar que o erro e a desilusão fazem parte do rito de passagem. E este não precisa ser sisudo; pode ter a alegria de quem não perde a imaginação.

Não é exatamente isso o que falta aos recentes As Melhores Coisas do Mundo e Os Famosos e os Duendes da Morte?

 

 

 

 

 

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