O Profeta (Jacques Audiard, 2009)

O Profeta deixa muito claro a intenção de digerir o gênero “filme de gângster” para um contexto francês contemporâneo. Há uma conjunção eficiente do domínio do gênero, a habilidade de lidar com a transposição de figuras míticas do cinema americano para personagens locais, uma boa dose de qualidade técnica e – evidentemente – ainda sobra espaço para um toque de arte.

Nesse sentido, é um filme a ser comparado a Cidade de Deus, com uma singela diferença: enquanto no caso brasileiro, toda essa mistura resulta em um produto diferenciado dentro da cinematografia local – incapaz de aliar técnica e arte; muitas vezes até realizar uma e outra separadamente –, O Profeta é apenas uma boa peça de artesanato. Não é a nova roda nem a tomada da Bastilha, como poderia atestar o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, que, aliás, vive hoje mais de reinventar essa maldita roda que de fato revelar obras-primas.

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