Um Lugar ao Sol


Seria Um Lugar ao Sol um filme cínico?

Gabriel Mascaro claramente parte para o confronto: entrevista donos de coberturas de prédios de luxo das principais capitais brasileiras e as monta com planos de alto de prédios, de obras de edifícios, de janelas das coberturas, como se desse conta de demonstrar uma visão de um grupo (os ricaços eu ali moram). E o realizador evidencia não pertencer a esse grupo nem compactuar com ele. Esse ato em si é notável no país da cordialidade (da qual boa parte dos documentários padecem).

Por outro lado, e daí a suspeita de seu cinismo, ao não tentar apagar suas intervenções no filme, seja por raramente ouvirmos as perguntas e nunca vê-lo, fica uma sensação de que o diretor recusa participação na construção do discurso desvelado pelo filme. Afinal, eles falam, não eu!

E disso que o confronto se ameniza, pois uma das partes de ausenta, como se não fosse necessário mostrar suas armas, já que as do oponente não valem nada.

visto no Espaço Unibanco Augusta, Julho 2011

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