Festival do Rio

Sumi devido ao Festival do Rio. Resolvi fazer um balanço dos filmes que vi por lá, não apenas para dar as caras aqui, mas também para colocar as coisas no lugar pra mim mesmo. Resolvi fazer cotações e notas rápidas como forma de organizar o tanto de coisa vista, muitas vezes na correria e no cansaço. Portanto, nada aqui é absoluto. Tenho certeza que muita coisa pode mudar.

Alguns dos filmes ganharam texto meu para a cobertura da Revista Cinética. Muitos daqueles que não escrevi tem texto de outros redatores. Vale a pena uma olhada.

Aos filmes (As cotações vão de 0 a *****):

A Um Tiro de Pedra, de Sebastián Hiriart  [**] – Nada de novo no front de um tema importante, mas bastante retratado da fronteira EUA/México – http://www.revistacinetica.com.br/aumtirodepedra.htm

O Abismo Prateado, de Karim Aïnnouz [****] – Karim fazendo um belo filme de diretor.

Amor Debaixo D’Água, de Shinji Imaoka [***] – Divertido, bizarro, mas com uma preocupação em ser mal filmado em alguns momentos como que para satisfazer exigências do gênero.

Anderson Silva: Com Água, de Pablo Croce [**] – Filme meio naïve. Há idéias bem interessantes que parecem um grande acaso que batalha contra o lugar comum do filme de construir um herói.

L’Apollonide, Os Amores da Casa de Tolerância, de Bertrand Bonello [****½] – A dominação disfarçada de sexo, a aspereza fingido-se delicadeza.

Aqui é o Meu Lugar, de Paolo Sorrentino [*] – A imagem não vale nada.

Bonsai, de Cristián Jiménez [***] – Um pouco como Wes Anderson: temas pesados abordados pela corruptela da aparente leveza. http://www.revistacinetica.com.br/texticulosfestrio11.htm

As Canções, de Eduardo Coutinho [****½] – Uma resposta a Jogo de Cena.

Circular, direção coletiva [*½] – O óbvio da narrativa http://www.revistacinetica.com.br/circular.htm

Drive, de Nicolas Winding Refn [****½] – Um filme americano pro um diretor europeu http://www.revistacinetica.com.br/drive.htm

Espiral, de Paulo Pons [*½] – Hitchcock + Charlie Kaufman + De Palma + Mike Figgis = Fail http://www.revistacinetica.com.br/espiral.htm

Eu Receberia As Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant [**½] – Personagens descolados de um espaço supostamente tão importante que precisa dele.

O Exercício do Estado, de Pierre Schoeller [ ***½] – A política de gabinete como a construção de uma imagem para a torcida.

Girimunho, de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina [***] – Mirou o topo do Everest, chegou na base. http://www.revistacinetica.com.br/girimunho.htm

Histórias que Só Existem Quando Lembradas, de Júlia Murat [***] – Mirou o topo do Pico da Bandeira, chegou perto.

Homem no Banho, de Christophe Honoré [**½] – Corpos em evidência.

A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de Vinícius Coimbra [*] – Leu o texto, adaptou as palavras, esqueceu a obra. http://www.revistacinetica.com.br/augustomatraga.htm

Inquietos, de Gus Van Sant [****] – A revolta adolescente do mundo

O Invasor, de Nicolas Provost [***] – A complexa questão da imigração colocada de maneira incômoda

A Loucura de Almayer, de Chantal Akerman [**] – O colonialismo nos tempos atuais tratado como no século XIX

Mãe e Filha, de Petrus Cariry [*½] – Quando todos os planos são a forma de revelação do mundo e todo o sentido da vida, nenhum o é.

Um Método Perigoso, de David Cronenberg [***½] – Um diretor da alma humana em ação

Michael, de Markus Schleinzer [**½] – O cotidiano do Mal http://www.revistacinetica.com.br/michael.htm

Miss Bala, de Gerardo Naranjo [***] – Um filme esquisito: o Filhos da Esperança do tráfico de drogas

O Moinho e a Cruz, de Lech Majewski [*½] – Em busca de ser estranho a fórceps

Nana, de Valérie Massadian [**½] – A história é fraca. Mas quando chega em seu interesse, filma e deixa filmar.

Ninja Kids!!!, de Takashi Miike [****½] – Um desafio bizarro a Harry Potter e cia. http://www.revistacinetica.com.br/ninjakids.htm

Políssia, de Maïwenn [**] – Entre os Muros da Escola + Tropa de Elite. http://www.revistacinetica.com.br/polissa.htm

Prelúdio para Matar, de Dario Argento [*****] – O terror, o terror…

As Quatro Voltas, de Michelangelo Frammartino [*****] – O ciclo sem fim, que nos guiará, na dor e na emoção.

Sangue do Meu Sangue, de João Canijo [***½] – Uma tragédia que começa leve e vai ganhando peso, ganhando peso, ganhando peso…

Sudoeste, de Eduardo Nunes [*] – Do it as in Hungary

Take Shelter, de Jeff Nichols [***½] – A loucura no fim do mundo com Michael Shannon

Terraferma, de Emanuele Crialese [**] – O que há de beleza não compensa o lugar comum do melodrama sobre imigração.

Vaqueiro, de Juan Minujin [**] – A frustração como encenação, mas sem a força do constrangimento.

Wuthering Heights, de Andrea Arnold [***½] – Doce surpresa. Andrea Arnold sai do new english realism e encontra o amor carnal interditado.

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3 comentários
  1. Caio disse:

    Parabéns, teu texto pra Drive é o melhor que li até agora. Único realmente bom, arrisco dizer.

    E quem fala é o cara que te abordou lá, do nada, depois da sessão, e que tu mandou um “não”. Abraço!

  2. Thiago Macêdo Correia disse:

    Raul, acho que fomos os únicos a gostar de Abismo Prateado…

    • Raul Arthuso disse:

      O problema é deles.

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