Dona Sônia Pediu uma Arma para seu Vizinho Alcides

Dona Sônia é filme de cinema. Para além da força da câmera de Gabriel Martins, o filme existe um pouco pela própria razão de ser do cinema. Pois a vingança da protagonista sai direto das páginas policiais e dos noticiários, onde essa história sangra, pois muitas vezes o interesse reside na explosão do fato, na superfície. O filme de Gabriel Martins, por outro lado,  busca ir além do factual e tatear o universo de Dona Sônia (a personagem), criar personagens complexos, entender o contexto, fazer o espectador sentir o ambiente onde tudo se passa, num certo sentido, viver  um pouco daquilo também.

É como se a imagem cinematográfica desse dignidade, não ao fato em si, discutível sob qualquer aspecto, mas o universo ao seu redor, aquilo que o evento jornalístico esquece e apenas se apropria para criar estereótipos e faturar com o crime.

Só o cinema salva.

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