Um pensamento

Um trecho que chama a atenção no livro Conversas com Scorsese, recém traduzido e lançado no Brasil:

Richard Schickel – O outro aspecto de suas coleções são os cartazes. São fabulosos. Quando você começou com isso?

Martin Scorsese – Quando eu fazia storyboards em menino, fazia também cartazes e anúncios de cinema.

RS – Eu não sabia disso. Me faz pensar em Walter Benjamin, o trágico e brilhante intelectual judeu que morreu no começo da Segunda Guerra Mundial.

MS – Conheço o nome, mas nunca li nada dele.

Certa vez, uma colega disse achar um absurdo passar por um curso superior de cinema sem estudar pelo menos algumas noções de  sociologia e antropologia (currículos que não são obrigatórios na ECA-USP, onde estudamos).

Esse cara aí em cima estudou na NYU e se tornou um dos grande diretores do cinema americano sem nunca ter lido Benjamin, leitura (quase) obrigatória nos cursos superiores de comunicação.

Não se trata de um elogio do espírito prático nem uma bravata contra o academicismo (mesmo porque não sei muito bem o que tirar dessa passagem que me chamou a atenção). Mas, sem dúvidas, o Cinema não é afeito a absolutos.

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