Zero-Dark-ThirtyZero Dark Thirty confirma para mim que Kathryn Bigelow é uma boa condutora de ação e uma diretora de personagens convencional. Como em The Hurt Locker, sua narrativa tenta dar complexidade àquelas existências, porém sempre se resume a estratégias psicologizantes – o vício da guerra em The Hurt Locker, a melancolia que toma a protagonista de Zero Dark Thirty após a captura de Osama Bin Laden.

As soluções de caracterização são bastante óbvias, tiradas da psicologia de manuais de roteiro. Isso fica muito claro depois de uma hora e meia em que Jessica Chastain é princípio e fim da narrativa, muito inferior perto da hora final quando não apenas a operação para captura de Bin Laden vira o centro do filme como pelo sumiço de Chastain para uma sequência de ação onde Bigelow mostra seu domínio do tempo, das estratégias de suspense, do movimento e da geometria do espaço de encenação.

Quando Bigelow coloca a potência de seu olhar para esses elementos em cena, Zero Dark Thirty é prazeroso filme de cinema, mas implode o restante, feito sob dramaturgia insossa.

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