Todo plano em cinema pede (em alguns casos, implora) para ser preenchido pelo imaginário do espectador, todo plano contém buracos negros ou “foras de campo” que asseguram um lugar dentro do filme “ao meu ego” ou à “minha circunstância, cultural e histórica”, mas a cadeia de projeções e distribuições que a escuta suscita em O Menino Japonês é tão exuberante, que o lugar que a platéia ocupa é constantemente variado. Ou melhor: a platéia é obrigada a trocar com frequência de lugar.

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