Adirley Queirós em entrevista a Cláudia Mesquita:

“O difícil de fazer longa-metragem é isso. Como é que você parte de um personagem anônimo, que fora do cinema não teria interesse nenhum, fora pros amigos dele, e transforma isso em cinema, em espetáculo, para uma platéia? Como fazer uma história relevante a partir de um tema simples? E que não seja necessariamente um tema afetivo, porque hoje isso tem muita legitimidade, um filme sobre mim… E que traz também certa sensibilidade de classe, posso estar viajando, mas acho que tem muito isso, é quase que uma moda, moda não, tendência, falar de mim é importante, eu sou sensível e tal. Se o cara não tiver uma legitimidade social, como é que fica? Quem é esse cara, por que esse cara taí falando dele? E talvez a ficção consiga lidar com isso, de repente é um cara simples e começa a procurar disco voador, ou vira lobisomem, e nisso ele pode contar toda a relação que está ao redor dele, de classe, de território, dentro de um arquétipo ficcional.”

BOOM!!!!

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